Não sei o propósito inicial desse texto. Acho que sua única finalidade é ser escrito; tem um fim em si mesmo. Talvez sirva pra algo, algo que eu não sei, pois nem mesmo o escrevi ainda. Gostaria de começar com um reflexão sobre nossa vida. Isso mesmo nossa vida, a minha, a sua, e aquela de quem nem ao menos se deu ao trabalho de ler o que está escrito aqui. Mas nossas vidas analisadas individualmente. Você, ser social que é, pode argumentar ah para que falar de uma vida individualmente se o ser humano vive em sociedade? Acho este argumento bastante plausível, mas acho que a complexidade da vida dá a ela a possibilidade de ser analisada individualmente. Como poderemos pensar no ser humano dentro da sociedade se muitas vezes não conhecemos nós mesmos. Ah, então este texto é uma digressão psicológica de um leigo no assunto? Sim, alias tomarei está como a definição do presente texto. Até agora pouca objetividade não é?! Bem, mudemos isso então.
Poucas vezes paramos pra refletir sobre nossas vidas. Nossa tão vida tão “agitada” nos impede de fazer a auto-analise que eu acredito ser necessária. Talvez isso não ocorra com todo mundo. Talvez não ocorra com quase ninguém, só comigo mesmo. Mas enfim não quero dar validade científica ao meu argumento apenas expressá-lo. Não digo que auto-analises até não sejam freqüentes. Mas a maioria delas são superficiais, e este argumento sim desafio alguém que me prove o contrário. E muitas vezes essa reflexões acabam saindo no foco principal que é nós mesmos, nossa vida. Acabamos colocando questões sociais no meio, acabamos sempre querendo deixar o que já é essencialmente complexo mais ainda. Talvez seja difícil entender o que estou falando. Em suma, o que eu gostaria de expressar é que não podemos levar nossa vida sem pensar em cada atitude que tomamos, em cada sentimento que temos. Pensamento de um estudante de administração que quer levar pra sua vida o que aprende em suas aulinhas na faculdade? Sim, exatamente, mas não acho que isso desmereça meus argumentos. A vida é uma grande escola. Uma escola na qual aprendemos mais do que em qualquer outra. Toda ação tem uma reação, assim como na física, mas nesse caso ela não é necessariamente em sentido oposto e de mesma intensidade. Sua direção, sentido e intensidade são variáveis, mas que a reação existe é um fato. Uma atitude errada, trará más resultados necessariamente, mesmo que não percebamos. Nesta escola nunca saímos impunes ao nossos erros. Da mesma forma nossos acertos são plenamente recompensados, mas também podemos passar despercebidos, dada a nossa inevitável (ou não) tendência de supervalorizar as coisas ruins que acontecem em nossas vidas. Argumentos que sustentem isso que estou afirmando não faltam. Mas que ninguém queira fazer eu mudar de idéia neste ponto, pois isto já é um axioma para mim. Qualquer tentativa será em vão. E nesta escola aprendemos muito. Muito mesmo. Já disse isso, eu sei. Mas me corrijo. Não sei se aprendemos tanto. Temos muitas oportunidades para aprender mas muitas vezes não o fazemos. As situações ocorrem repetidamente em nossa vidas mas nós não tomamos qualquer tipo de atitude. Continuamos agindo da mesma forma errada que sempre agimos. Por quê? Porque é conveniente fazer isso. Mas a conveniência merece um texto individual para ser discutida.
Meu texto está desconexo? Acredito que não. O que a análise individual tem haver com isso que acabei de falar? Tudo. É através dela e somente através dela que poderemos evitar a repetição desses nossos erros na nossa vida. Não queiramos ter a pretensão de parar de errar. Isso faz parte do processo. Mas podemos pelo menos persistir menos em nossos erros. Ah, isso podemos sim! E só analisando com muito cuidado nossa vida, poderemos fazer isso. Esse trabalho pode parecer inútil a princípio. Mas não é. É extremamente necessário. Vamos parar de dar a nossa vida a mesma importância que damos para as coisas mais fúteis. Vamos conduzi-la com sabedoria e não com senso comum, pois só assim poderemos crescer como pessoas e aspirar qualquer outra coisa.
-- Carlos --
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