25 de janeiro de 2007

Big Brother Brasil (parte I)

"29 milhões de ligações do povo brasileiro votando em algum candidato para ser eliminado do BBB. Vamos colocar o preço da ligação 0300 a R$ 0,30. Então, teremos R$ 8.700.000,00! Isso mesmo: oito milhões e setecentos mil reais que o povo brasileiro gastou (e gasta) em cada 'paredão'!
Suponhamos que a Rede Globo tenha feito um contrato 'fifty to fifty' com a operadora do 0300, ou seja, ela embolsou R$ 4.350.000,00! Repito: em um único 'paredão'!
Alguém poderia ficar indignado com a Globo e as operadoras de telefonia ao saber que as classes menos letradas, que ganham mal e trabalham o ano inteiro, ajudam a pagar o prêmio do vencedor e, claro, as contas dessas empresas.
Mas o x da questão, caro leitor, não é esse. É saber que paga-se para obter um entretenimento vazio, que em nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dele desfruta. Mostra só a ignorância da população além da falta de cultura e até do vocabulário básico dos participantes, e, conseqüentemente, daqueles que só bebem dessa fonte.
Certa está a Rede Globo! O programa BBB dura cerca de três meses. Ou seja, o sábio público tem ainda várias chances de gastar quanto dinheiro quiser com as votações. Aliás, muito natural pra quem gasta mais de 8 milhões numa só noite! Coisa de país rico, como o nosso, claro!
Nem a Unicef quando faz o programa 'Criança Esperança', com forte cunho social, arrecada tanto dinheiro. Vai ver, deveriam bolar um 'BBB Unicef'. Mas tenho dúvidas se isso daria audiência. Prova disso é que, naInglaterra, pensou-se em fazer um Big Brother só com gente inteligente. O projeto morreu na fase inicial de testes de audiência. A razão? O nível das conversas diárias foi considerado muito alto, ou seja, o público não se interessaria.
Programas como o Big Brother existem no mundo inteiro, mas explodiram em terras tupiniquins, um país onde o cidadão vota para eliminar um bobão (ou bobona) qualquer mas não se lembra em quem votou na última eleição; que vota numa legenda política sem jamais ter lido o programa do partido, mas gasta seu escasso salário num programa que acredita ser de extrema utilidade para seu desenvolvimento pessoal e que não perde um capítulo sequer do BBB para estar bem informado na hora de pagar pelo seu voto...

Big Brother Brasil (parte II)

(continuando)

Que eleitor é esse? Depois, não adianta dizer que político é ladrão, corrupto, safado, etc. Quem os colocou lá? Claro, o mesmo 'eleitor' do BBB. Aí, agüente a vitória de um fulano não-sei-das-quantas para presidente da Câmara dos Deputados e a cara-de-pau, digo, a grande idéia dele de colocar em votação um aumento salarial absurdo a ser pago pelo contribuinte.
Mas o contribuinte não deve ligar mesmo. Ele tem condições financeiras de juntar oito milhões de reais em uma única noite para se divertir (?), ao invés de comprar um livro de literatura, filosofia ou qualquer outro assunto relevante para melhorar a articulação e a autocrítica.
Chega de buscar explicações sociais, coloniais, educacionais. Chega de culpar a elite, os políticos, o Congresso. Olhemos para nosso próprio umbigo, ou o do Brasil. Chega de procurar desculpas quando a resposta está em nós mesmos. A Rede Globo sabe muito bem disso; os 'autores' das músicas 'Egüinha Pocotó', 'Bonde Do Tigrão' e assemelhadas sabem muito bem disso; o Gugu e o Faustão também; os 'gurus' e 'xamãs' de auto-estima idem.
Não é maudade nem desabafo. É constatação."
(José Nêumane Pinto, jornalista)

(Pessoal, desculpe, mas não verifiquei se este texto possui de fato a autoria do jornalista... mas era bom demais pra ignorar.)


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L.Kiyoshi. from Vietnan

O McNaught que não vi

Outro artigo ( Folha de SP - Ilustrada - E4 - Quarta feira, 24 de janeiro de 2007 - artigo de Marcelo Coelho) bacana que li e vou publica-lo aki...
Estou triste pq queria ver o McNaught e naum vi... :(

Elegia para um cometa injustiçado - Marcelo Coelho
Quando a angústia por dentro é grande demais, nada nos interessa além de nós mesmos. Talvez por isso o planeta Terra, tomado de tantas catástrofes, tenha dado pouca importância ao cometa que andou por aqui. Verdade que o nome não ajuda: McNaught. Isso não é nome de cometa que se preze. No máximo serve para mordomo ou milionário em um romance de Agatha Christie.
Seja como for, é o cometa mais injustiçado dos últimos cem mil anos. Ninguém deu suficiente atenção ao seu raro brilho - o cientista que o descobriu afirma, solitário, que é de primeira ordem.
Saíram umas fotos no jornal, umas poucas chamadas na internet. Mas o cometa acabou disputand espaço com um urso aniversariante, que ao completar 41 anos ganhou uma torta de presente; ou com o bonito vídeo do veadinho que, no meio de um lago congelado, não tinha como voltar para casa até que um helicóptero providenciou bastante ventania para escorregáa-lo de novo ao bosque.
E há também as cotidianas catástrofes que comprovam, a olho nu, o fenômeno do aquecimento global. Não nego que o tema seja de causar calafrios, mas devo confessar que acho fascinantes os desastres que aparecem na TV.
Fico maravilhado quando surge no noticiário uma grande ressaca atingindo o litoral do Maine ou de Connecticut. Invariavelmente, há uma daquelas bem cuidadas casas de madeira, de cores claras, num suave contraste com o cinza e o branco do mar gelado. Vem uma onda e engole inteiro o bangalô, que se desfaz como se tivesse sudo construído com palitos de sorvete.
Casos assim geralmente não têm vítimas, prestando-se a uma contemplação estética relativamente sem culpa. Mais preocupantes e sinistras são as cenas das grandes geleiras que desabam, da terra seca que aflora onde só havia antes uma cobertura glacial de milhões de anos: ainda assim, temos tanta fome de imagens quanto de carbono, e esses espetáculos de desequilíbrio, derramamento, contorção e fúria são sempre bonitos de se ver.
Pobre McNaught! Apresentou-se como um mágico de circo decadente, perito em seu ofício, certo de que a platéia ficaria boquiaberta com seus velhos truques: puxou da manga uma longa echarpe de seda prateada, agitou-a no ar, desafiou-a em fantásticos fogos de artifício. Depois, recolheu-a suavemente dentro da sua cartola negra, bem puída, e esperou pelos aplausos. Vieram, mas esparsos, desatentos, de um ou outro espectador mais idoso no fundo da platéia.
Nos idos de 1970, vivi a enorme expectativa causada pela iminente aparição de um cometa chamado Kohoutek. Seria, segundo os especialistas, muito mais brilhante que o Halley; seu favoritismo na corrida estelar era comparável ao de todas as seleções brasileiras que daqui saíram campeãs... e que voltaram, como a última, desagregadas em poeira de brilho microscópio.
O Kohoutek reduziu-se, de fato, a um pontinho diluído nas péssimas fotografias em preto e branco dos jornais da época. Quando veio o Halley, em 1986, eu já era bem mais cético. Multidões se reuniram para vê-lo; conhecidos meus embarcaram em seus Chevettes, em suas Variants, em suas Brasílias, para encontra-lo em Mariporã ou nos altos de Itatiaia.
Desconfio que as visões daquele corpo celeste, ao qual se associaram especulações místicas bem ao espírito da época, terminaram ocultas por espessas nuvens de maconha. O cometa Halley já não era bem um cometa naquele tempo: tornou-se, antes de tudo, logotipo, mito urbano, pretexto, retalho da ideologia "new age", fiapo de factóide.
Bem diferente do que tinha seid em 1910, a crer nos poemas de Carlos Drummond de Andrade lhe dedicou. "Olho o cometa", escreve o poeta em "Boitempo", "com deslumbrado horror de sua cauda/que vai bater na Terra e o mundo explode/Não estou preparado. Quem está,/para morrer?O céu é dia,/um dia mais bonito do que um dia./(...) O cometa/chicoteia de luz a minha vida/ e tudo o que não fiz brilha em Diadema/ e tudo é lindo./Ninguém chora/ nem grita/ A luz total/ de nossas mortes faz o espetáculo."
Bem mais inofensivo, esse McNaught. Não tinha mais como assustar ninguém. A morte, hoje em dia, tem outros espetáculos à sua disposição e dispensa ocasionais cometas. Adeus, bom e velho McNaught. Mais sorte da próxima vez.
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MaFê (Ruiva)


12 de janeiro de 2007

Como nossos pais...

Pois eh..."Você estava esperando voar, mas como chegar até as nuvens com os pés no chão?" ou "Há tempos são os jovens que adoecem" já cantava Renato Russo em suas músicas... pq estou dizendo isso? Bom, lendo o jornal "Folha de São Paulo" de 11 de janeiro de 2007, na "folha Ilustrada" encontrei um artigo que achei muito foda, embora tenha (poucos) argumentos q eu não concorde, no geral, o artigo eh bem bacana... "Os sonhos dos adolescentes" escrito por Caontardo Calligaris... está na íntegra aí embaixo...leiam e formulem suas próprias opniões...

"Na Folha de domingo passado, uma reportagem de Antônio Goi e Luciana Constantino trouxe os dados de uma pesquisa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais: em 2005, 16% dos adolescentes entre 15 e 17 anos de idade não frequentam a escola. Trata-se de 1,7 milhão de jovens. Alguns desistiram por falta de meios, de vagas ou de transporte escolar, outros adoeceram, mas em sua maioria, eles abandonaram os estudos por falta de interesse. Como disse uma entrevistada, 'os profesores eram muito chatos'.
Os comentadores, na própria reportagem, acusam a pouca qualificação ou motivação de muitos professores e um sistema de avaliação que produz repetências. Concordo, mas talvez haja mais.
Ao longo de 30 anos de clínica, encontrei várias gerações de adolescentes (a maioria, mas não todos, de classe média) e, se tivesse que comparar os jovens de hoje com os de 10 ou 20 anos atrás, resumiria assim: eles sonham pequeno.
É curioso, pois, pelo exemplo de pais, parentes e vizinhos, os jovens de hoje sabem que sua origem não fecha seu destino: a sua vida não tem que acontecer necessariamente no lugar onde nasceram, sua profissão não tem que ser a continuação da de seus pais. Pelo acessoa uma proliferação extraordinária de ficções e informações, eles conhecem uma pluralidade inédita de vidas possíveis.
Apesar disso, em regra, os adolescentes de hoje têm desvaneios sobre seu futuro muito parecidos com a vida da gente: eles sonham com um dia-dia que, para nós adultos, não é sonho algum, mas o resultado de compromissos e frustrações.
Um exemplo. Todos os jovens sabem que o Greenpeace é uma ONG que pratica ações duras e aventurosas em defesa do meio ambiente. Alguns acham muito legal assistir, no noticiário, à intrépida abordagem de um baleeiro por um barco inflável de ativistas. Mas, entre eles, não encontro ninguém que sonhe em ser militante do Greenpeace. Os mais entusiastas se propõem a estudar oceanografia ou veterinária, mas para ser professor ou profissional liberal.Eles são 'razoáveis': seu sonho é um ajuste entre suas aspirações heróico-ecológicas e as 'necessidades' concretas (segurança do emprego, plano de saúde e aposentadoria)
Alguém dirá: melhor llidar com adolescentes tranquilos do que com rebeldes sem causa, não é?
Pode ser, mas, seja qual for a qualidade dos professores, a escola desperta interesse quando carrega consigo uma promessa de futuro: estudem para ter uma vida mais próxima de seus sonhos.
Aparte: por isso, aliás, é bom que a escola não responda apenas à 'dura realidade' do mercado de trabalho, mas também aos desvaneios de seus estudantes, sem isso, qual seria sua promessa? 'Estude para se conformar?'
Conseqüência: a escola é sempre desisteressante para quem pára de sonhar.
Em princípio, os jovens interpretam o desejo dos pais e herdam os sonhos reprimidos atrás das vidas dos adultos. Aquela fala chata dos pais, que evocam as renúncias que foram necessárias para conseguir criar os filhos, aponta o caminho de aventuras menos sacrificadas. Há uma guitarra empoeirada no sótão do comerciante ou do profissional cujo filho quer ser roqueiro. O que mudou? Duas hipóteses.
É possível que, por sua própria presença maciça em nossas telas, as ficções tenham perdido sua função essencial e sejam contempladas não como um reprertório arrebatador de vidas possíveis, mas como um caleidoscópio para alegrar os olhos, um simples entretenimento. Os heróis percorrem o mundo matando dragões, defendendo causas e encontrando amores solares, mas eles não nos inspiram: eles nos divertem, enquento, comportadamente, aspiramos a um churrasco no domingo e a uma cerveja com os amigos.
É também possível (sem contradizer a hipótese anterior) que os adultos não saibam mais sonhar muito além do seu nariz. Ora, a capacidade dos adolescentes inventarem o seu futuro depende dos sonhos aos quais nós renunciamos. Pode ser que, quando eles procuram, nas entrelinhas de nossas falas, as aspirações das quais desistimos, eles se deparem com versões melhoradas da mesma vida acomodada que, bem ou mal, conseguimos arrumar. Cada época tem os adolescentes que merece."
Bom, esse foi o artigo!
MaFê (Ruiva)

1 de janeiro de 2007

Troféu 2006

2006 acabou. Estreamos um ano novo. É hora de olhar pra frente.
Mas isso não impede que possamos dar uma olhada pra trás também. Afinal, este ano que acabou de acabar foi, por vias tortas, um ano inesquecível. É difícil separar o que foi o pior (ou melhor, dependendo do ponto de vista) deste ano. Por isso, separei em várias categorias:

Troféu "2+2=5": Com o desempenho pífio da economia, entra no discurso do sr. Luís Inácio Lula da Silva a promessa de crescimento de pelo menos 5% ao ano.


Troféu "A curiosidade matou o gato": Sílvio Santos e o bambu.

Troféu "A voz do povo": São Paulo conduz Maluf, Russomano, Enéas, Clodovil e muitos outros ao Congresso.

Troféu "Acorda!!!": Parreira e Zagallo na Copa.

Troféu "Agora vai": Rubinho Barrichello, pela aposentadoria do alemão.

Troféu "And the Oscar goes to": Suzanne e sua ridícula atuação como pessoa perturbada na entrevista para o Fantástico.

Troféu "Apertem os cintos": Caos nos aeroportos.

Troféu "Artes e política": O compositor Wagner Tiso, o ator Paulo Betti e o cineasta Luiz Carlos Barreto defendem o mensalão.

Troféu "Astrologia": Plutão é rebaixado à categoria de planeta-anão, tornando inúmeros mapas astrais obsoletos.

Troféu "Azar no jogo, sorte no amor": Tevez joga em dois clubes nessa temporada, Corinthians e West Ham, e ambos sofreram com o risco do rebaixamento. Também joga pela Argentina durante a Copa, mas ela não vai longe. O casamento vai bem, obrigado.

Troféu "Brazil": Filme "Turistas".

Troféu "Camões e Machado de Assis": Galvão Bueno chama "Portugal e Angola", na Copa, de "clássico da língua portuguesa".

Troféu "Can't buy me love": Heather Mills arranca milhões de dólares do sir Paul McCartney em sua separação.

Troféu "Cuma?": Sílvio Pereira, "explicando" com a seguinte frase uma entrevista que ele dera anteriormente: "Sobre essa entrevista, eu não sei mais onde está a verdade. Não sei o que é verdade no que falei. Não sei mais de onde tirei isso." Fez algum sentido?

Troféu "Curtindo a vida adoidado": Mike Tyson, em apenas 6 dias no Brasil, saiu com prostitutas, arranjou encrenca, foi pra delegacia e ainda foi depor vestindo a camisa da Argentina.

Troféu "Cutucando onça com vara curta": Marido de Katilce brinca dizendo que se separaria dela se ela beijasse o Bono Vox no show.

Troféu "Davi e Golias": Palocci e o caseiro. Palocci perde.

Troféu "Descobrindo a América": Lula afirma que vai fazer a influência da Mercosul se estender "da Terra do Fogo à Patagônia".

Troféu "Destruindo um ponto turístico": Papa emite uma bula na qual extingue o limbo, para onde iriam as almas daqueles que não fizeram nem o bem nem o mal. Estamos limitados agora ao Paraíso, ao Purgatório e Inferno. Agências de turismo celestiais estão irritadas.

Troféu "Deu pra trás (no bom sentido)": Cowboys gays de Brokeback Montain perdem Oscar.

Troféu "Dia de 48 horas": Marcola, líder da facção criminosa PCC, tem tempo pra liderar ataques contra policiais, bombeiros, estações e o escambau, coordena centenas de rebeliões simultâneas e ainda consegue ler 3000 livros.

Troféu "E viva a união dos povos!": Autoridade italiana comemorando a conquista Copa dizendo que foi a vitória de italianos sobre "uma seleção que preferiu usar muçulmanos, negros e comunistas".

Troféu "Elegança": Dunga e os "sugerimentos" de sua filha estilista.

Troféu "Esqueceram de mim": Praticamente ninguém tocou no mensalão durante a campanha eleitoral.


Troféu "Eu sei o que estou fazendo": Vice-presidente dos EUA, Dick Cheney acerta acidentalmente um tiro num amigo durante uma caçada.


Troféu "Família feliz": Marília Gabriela termina com Gianecchini dizendo que após oito anos "é como ir dormir com seu irmão".

Troféu "Fazendo caridade": Juliana Paes é flagrada sem calcinha e Wando diz que vai enviar uma "bem linda" pra ela.

Troféu "Fim da ilusão infantil": Estudo mostra que ratos não gostam de queijos, preferindo cereais e farináceos. Jerry e Ligeirinho estavam só me enganando?


Troféu "Gigantes do ringue": "Lulinha paz e amor" e "Geraldo Chuchu" fazem um pega pra capar no primeiro debate do segundo turno. Tem gente até hoje achando que foi combinado.

Troféu "Golpe duro na instituição familiar": Tablóides afirmam que Britney Spears e Paris Hilton estariam namorando.


Troféu "Horta": A declaração de Geraldo Alckmin durante a campanha: "O Brasil vai crescer pra chuchu, nós vamos ter emprego pra chuchu. Vai ser um governo que é um chuchuzinho."

Troféu "Inclusão digital": Senador Eduardo Azeredo tentando aumentar controle estatal sobre os usuários de Internet no Brasil, "para impedir crimes on-line".

Troféu "Intelectual do ano": George W. Bush afirma que lê 60 livros por ano.

Troféu "Joõo bobo": Fidel Castro balança, mas não cai.

Troféu "Labirintite": Lula afirma que busca ser de centro e que não existe esquerdista na terceira idade.

Troféu "Literalmente falando": O Brasil foi pro espaço.

Troféu "Más companhias": Lula caminhava para uma vitória tranqüila no primeiro turno, mas seus amigos "aloprados", como ele mesmo diria mais tarde, se envolvem em escândalo com dossiê de denúncias contra tucanos. E a eleição acaba indo para o segundo turno.

Troféu "Matrix": Empresa lança o jogo "Second Life", que simula... uma vida normal. E fica a pergunta: "pra quê um jogo que simula tudo aquilo que você já faz ao vivo?"

Troféu "Me engana que eu gosto": Zeca Pagodinho faz a gafieira mais artificial e forçada que eu já vi.

Troféu "Não agüenta bebe leite": Fernando Vanucci apresentando totalmente chapado seu programa.

Troféu "Não priemos cânico": Cláudio Lembo afirma que está tudo sob controle no ápice dos ataques do PCC.


Troféu "No lugar certo, na hora certa": Paparazzi flagra Cicarelli "se divertindo" na praia.


Troféu "O mundo é dos nerds": Youtube é vendida à Google por 1,65 bilhões. Nada mal pra um site criado há tão pouco tempo por dois adolescentes nerds.

Troféu "Olho por olho": Mulher furiosa esfaqueia ACM Neto. Antes que se possa reclamar, foram os congressistas que tentaram dar uma facada nas nossas costas primeiro, com essa história de 91% de aumento em seus próprios salários.

Troféu "Os donos do poder": Saddam Hussein, Pinochet e Milosevic morrem. Bush continua vivo...

Troféu "Paris Hilton nacional": Karina Bacchi engata um "namoro publicitário" com baixinho da Kaiser e depois mostra o piercing genital na Playboy. A peça é leiloada depois.


Troféu "Peidando e avisando": ditador da Coréia do Norte faz os primeiros testes nucleares com data, hora e local definidos, pra quem quiser ver. Pena que a bombinha deles é brochante.

Troféu "Perdendo bonito": Roberto Carlos deixou o meião alinhado, mas o Henry não percebeu.

Troféu "Piada sem graça": Jornal dinamarquês fechou 2005 fazendo charges de Maomé. A comunidade islâmica não achou a menor graça. E destruiu embaixadas dinamarquesas nos países árabes. Sobrou até para as embaixadas dos EUA, que (pelo menos dessa vez) não tinham nada a ver com a história.

Troféu "Quando a cura é pior que o mal": Estudo mostra que o exame de toque é eficiente para acabar com o soluço.

Troféu "Quac!": Revelação da temporada tem o apelido de Pato. Deve ser por causa da famosa frase de Vicente Mateus, lendário presidente do Corinthians: "O jogador tem que ser completo como o pato, que é um animal aquático e gramático.".

Troféu "Que droga de atuação": Maria Alice Vergueiros dá um tapa na pantera e ganha mais popularidade do que suas 4 décadas de serviços prestados ao teatro.

Troféu "Quem conta um conto aumenta um ponto": Papa Bento XVI faz uma citação durante um discurso e líderes muçulmanos a distorcem, provocando revolta.

Troféu "Quem você acha que é?":
Quem é Kassab, afinal de contas? E porque ele acha que pode aumentar a tarifa de ônibus acima da inflação?

Troféu "Se a culpa é minha, boto em quem quero": Cláudio Lembo diz que a culpa é "da elite branca e perversa" da cidade, durante ataques do PCC.

Troféu "Síndrome de Estocolmo": Alagoas leva Collor ao Congresso.

Troféu "Tiro no próprio pé": MTV resolve "expulsar" os clipes do horário nobre, acabando com o principal diferencial da emissora.

Troféu "Todo Carnaval tem seu fim": Ângela Guadagnin mostra toda sua ginga dançando após absolvição de um companheiro. Não é reeleita.

Troféu "Touro indomável":
Zidane dá cabeçada em Materazzi em plena final de Copa do mundo.

Troféu "Virou moda zoar o Lula": Evo Moralez nacionaliza o petróleo e o gás bolivianos, pra desespero da Petrobrás. Lula simplesmente aceita isso.

Já chega de dizer motivos pra esquecer 2006. Que venha novos erros e absurdos em 2007!!!

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L.Kiyoshi. from Vietnan