No ano de 937, no reino da Islândia, um território viking, nasceu uma pessoa destinada a ser milenar. Ele, em sua infância, não parecia que seria especial. Até que o norueguês Erik, o Vermelho, o maior navegador viking de todos os tempos, foi exilado na Islândia. Logo, nosso herói conheceu a figura mítica, o guerreiro dos guerreiros. E não demorou a ser admitido no grupo dele.
Navegando pelos gelados mares do norte, o grupo pilhou e atacou diversas localidades. Até que, ao chegar na Irlanda, quando nosso herói já tinha aproximadamente 60 anos (por falta de registros históricos, é impossível determinar com precisão qual a idade que ele tinha), ele resolveu interromper sua carreira de aventuras. E passou a morar na ilha, um dos últimos refúgios celtas.
Na ilha, ele teve contato com druidas, os sacerdotes desse povo, hábeis com mágica e poções. Preocupado com a idade avançada, nosso herói pediu-lhes uma mágica para a eternidade. Os druidas lhe concederam este desejo, mas o feitiço gerou um efeito colateral: como a eternidade desafiava o continuum temporal, ele passou a alterar a corrente do tempo ao seu redor. O tempo passava mais devagar para quem estivesse perto dele. Assim, muitas pessoas envelheceram ao passar muito tempo seguido com ele, já que ele fazia anos caberem em uma volta do ponteiro dos relogios.
Desiludido com a magia druida, já que os resultados obtidos foram diferentes do esperado (ele perdeu diversos amigos por velhice), ele resolveu entrar para o mundo ainda pouco disseminado da ciência (há quem diga que seus estudos estavam entra as bases do Renascentismo).
Logo, ele se tornou um dos maiores expoentes da ciência. Séculos mais tarde, ele estaria presente no Beagle, o navio onde Darwin fez uma viagem ao redor do mundo - e onde criaria a teoria da seleção natural. Darwin admitiu que ficou envergonhado por ter ficado conhecido por sua teoria, quando havia um cientista muito mais importante e experiente também a bordo do navio.
Nessas andanças pelo mundo, nosso herói viking acabou chegando na terra em que tudo pode acontecer, menos o que é justo. Sim, ele parou em nosso querido Brasil. E soube que havia uma nova universidade sendo construída. Uma tal de USP Leste. E decidiu que seria bom começar novamente. Adotou o nome de Waldir Mantovani, e, com sua experiência, logo se tornou coordenador do curso de Gestão Ambiental (área que ele se aproximou depois de saber que o degelo causado pelo aquecimento global poderia afetar as geleiras de sua terra natal, a Islândia), muito embora almeje algo mais - a direção. E essa é história do nosso digníssimo professor.
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L.Kiyoshi. from Vietnan
10 de novembro de 2006
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